5 aspetos a ter em conta para decidir de forma consciente


Nos últimos meses tenho tido solicitações várias para novas colaborações com outras pessoas e/ou projetos. Estas solicitações têm desencadeado em mim sentimentos vários: por um lado de grande entusiasmo, satisfação e gratidão, pelo reconhecimento do que sou enquanto pessoa e do trabalho que tenho desenvolvido e por outro lado receio, ansiedade, medo de que todos estes novos desafios coloquem em causa aquilo que para mim é fundamental: o equilíbrio entre as minhas esferas de vida pessoal, profissional e familiar. Note-se que já experienciei o "outro lado da moeda" e não quero correr o risco de lá voltar.


Hoje proponho-me, neste breve post, partilhar convosco as reflexões que tenho feito e deixar algumas "pistas" para reflexão que me têm guiado neste diálogo tão profundo comigo.


Convido a pa-rar, a focar-se no momento presente e a refletir.





1. Clarificar os papéis que desempenhamos nas diferentes esferas da nossa vida: pessoal, profissional e familiar.


Sou Sofia, mulher, mãe, esposa, filha, irmã, nora, tia, cunhada, amiga, voluntária, empreendedora, formadora, consultora, .... .... Todos estes papéis necessitam de Tempo para serem nutridos e para sentirmos que não estamos em desequilíbrio, i.e. que estamos a "roubar Tempo" a uns para dedicar a outros.


2. Identificar as emoções


Como ouvi dizer várias vezes na Certificação em Inteligência Emocional e Social, não há emoções boas nem más. Todas elas têm o seu papel e como "missão" transmitirem-nos uma determinada mensagem. Pa-rar, identificar o que estou a sentir, interpretar a emoção e que mensagem me está a ser transmitida tem sido um ato individual cada vez mais consciente. Mas não foi, nem é sempre assim! É algo que tenho vindo a trabalhar de forma consistente e consciente no meu dia a dia. Ter consciência do benefício desta prática é o primeiro passo a mudança.


3. Perceber qual o impacto das emoções nas nossas decisões



As emoções estão presentes em todas as situações do nosso dia a dia. Existem aquelas que nós gostamos de sentir e as outras que nós não gostamos e que por vezes parecem atrapalhar-nos. Muitas vezes não nos apercebemos do seu impacto, contudo as emoções alteram a nossa perceção e, por consequência o nosso comportamento e as nossas decisões que tomamos.

Ter consciência do real impacto das nossas emoções no nosso comportamento e nas nossas decisões é um fator importante para a nossa gestão emocional e consequente comportamento que daí decorre.

Daí a importância de cultivarmos o "agir" em vez do "reagir". Perante uma determinada situação, uso o exemplo de um convite para integrar um determinado grupo de trabalho, permitir-me pa-rar, refletir, "dormir sobre o assunto" é uma estratégia que sugiro para que a decisão não seja "raptada" pela emoção que sentimos naquele momento (seja ela mais positiva ou mais negativa) e depois, conscientemente, tomar a nossa decisão.


4. Identificar e respeitar os nossos limites


Tal como escrevi neste artigo, um dia possui um número finito de segundos, minutos e horas. Um dia tem 86 400 segundos, i.e. 1440 minutos, i.e. 24 horas. Há um limite para o que podemos consumir e produzir!

Viver sem limites e a um ritmo imposto por terceiros pode ter repercussões a nível emocional: stress, ansiedade, frustração, desmotivação, …

Viver sem limites enfraquece-nos! Conduz-nos à exaustão, fadiga, deixando-nos sem energia para nos dedicarmos ao que é realmente importante.

Ao fixarmos limites estamos a limitar o nosso foco e, quando assim é, a nossa atenção flui para onde está o foco.

Ao definir exatamente o que é importante para mim em cada uma das minhas esferas de vida, ao definir até onde posso ir em cada uma delas, consigo conscientemente não comprometer o meu sucesso individual que é fruto desta visão de um EU com vários papéis, integrados em diversas esferas de vida, que comunicam entre si.


5. Tempo para mim


No primeiro item falava dos diversos papéis que ocupamos na nossa vida. Comecei por dizer que sou a Sofia, mulher. Sim antes de ser mãe, esposa, filha, consultora, .... sou EU. E este EU necessita de Tempo para ser nutrido. Porque se Eu não estiver bem, nada mais à minha volta estará (aqui está o impacto das minhas emoções no meu comportamento). Mesmo que me sinta totalmente realizada nas esferas de vida pessoal e familiar, se não me permitir ter Tempo para mim, dificilmente esta realização que falei anteriormente me vai preencher. E, isto tem impacto nas relações que eu estabeleço com os outros e no meu comportamento. Assim, é preciso tirar Tempo para nós, para lermos um livro, ouvir música, meditar, caminhar, correr, dormir...., e até não fazer nada, somente ouvir o silêncio.


Diariamente é-nos pedido que tomemos decisões. Então, antes de decidir permita-se pa-rar, refletir e só depois decidir de forma consciente. Aceita o desafio?







Sofia Pereira

Fundadora da Academy4you e da Academia pais Sem pressa e autora do conceito de "Gestão Consciente do Tempo".

Distinguida com o Selo Slow Coaching, pelo Slow Movement Portugal. É a primeira e única profissional com esta distinção, em Portugal.

Certificação Internacional em Coaching Neurolinguístico. Educadora parental em Disciplina Positiva, certificada pela Positive Discipline Association – EUA. Certificação em Inteligência Emocional e Social. Professora de Mindfulness e meditação. Formadora certificada. Experiência em Coordenação de equipas. Experiência como Docente no Ensino Superior. É licenciada em Serviço Social, Pós-graduada em Análise e Intervenção Familiar, pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra.



"O equilíbrio entre as nossas esferas de vida é uma

busca constante e desafiadora."

Sofia Pereira

Para si que não gosta de viajar sozinho e quer ser conduzido nesta viagem da Gestão Consciente do Tempo.


Saiba mais aqui!



Posts recentes

Ver tudo